Lojas com equipas diversas faturam 23% mais que homogéneas, revela cadeia de óticas.
A Wells descobriu por acaso o que académicos estudam há décadas: diversidade não é apenas moralmente correta, é financeiramente inteligente. A cadeia de óticas anunciou ontem 70 vagas para vendedores e optometristas, depois de constatar que lojas com equipas mistas faturam 23% mais que homogéneas.
A descoberta aconteceu durante auditoria interna no final de 2025. "Queríamos perceber porque certas lojas vendiam consistentemente mais que outras, com produtos e preços idênticos", explica fonte próxima da empresa. A resposta não estava na localização ou promoções, mas na composição das equipas.
Lojas com funcionários de diferentes idades, géneros e origens conectavam melhor com clientela diversa. Vendedoras mais velhas inspiravam confiança em clientes seniores. Funcionários imigrantes atraíam comunidades específicas. Equipas mistas geravam dinâmicas mais criativas e ambiente menos tenso.
A Wells não é caso isolado no setor saúde. Farmácias, clínicas dentárias e centros de fisioterapia começam a valorizar perfis diversos pela simples razão de que atendem população heterogénea. Cliente idoso prefere ser atendido por alguém que compreende limitações da idade. Mãe jovem identifica-se melhor com profissional que passou experiências similares.
As 70 vagas incluem posições desde vendas básicas (€760 + comissões) até optometristas seniores (€1.400 + benefícios). Mais importante: requisitos foram simplificados. Experiência anterior deixou de ser obrigatória para funções de venda. Idade máxima foi eliminada. Domínio perfeito de português foi substituído por "comunicação eficaz com clientes".
Esta abordagem pragmática à inclusão pode inspirar outros setores. Quando diversidade se torna vantagem competitiva mensurável, argumentos morais tornam-se desnecessários. Números falam mais alto que consciências.
Dados recolhidos de publicações no X/Twitter, threads do Reddit, fóruns locais, APIs de notícias (Serper, Exa, Tavily), feeds RSS e estatísticas governamentais para Portugal. Cruzamento de fontes em 20 de março de 2026.